quarta-feira, julho 30

ELE

Aproximou-se por trás. Já era hábito dele surgir do nada e pelas costas.
- Gosto de te ver o traseiro. - dizia ele.
Senti o seu braço a agarrar-me a cintura, seguida pela sua voz quente no meu ouvido.
- Olá.
A sua voz era capaz de provocar um orgasmo bem quente. Sabem aquele voz masculina, bem grossa e que arrepia a pele? Voz á homem, como eu costumo dizer? Era essa a voz dele. E era capaz de me provocar sensações que poucos homens conseguem, ou mesmo conseguiram...
- Olá. - respondi ele virando a cara. E fui surpreendida por um beijo casto nos lábios.
- Porque raio fizeste isso? - perguntei eu com aquele ar de pouco zangada e como que a pedir mais.
- Porque me apeteceu por acaso. E porque achei que fosses gostar.
Verdade. Era um facto que adorava os beijos dele. O sexo. A forma como ele pensava. A forma como ele me via. Para ele eu era a mente mais brilhante que ele conhecia. A mais determinada. Isso para ele era a coisa mais sexy. Nenhuma ideia passava por mim sem ser colocada para a prática. E mais sexy ainda era eu não ter medo.
Já andava a "comê-lo" há tempo suficiente para dizer que ele tinha aquela coisa chamada "luz". Brilhava interiormente e isso transparecia exteriormente. E acho sinceramente que foi isso que me cativou e continua a cativar nele. E o facto de ser um Adónis claro!!!!
Cada vez que sorria para mim eu só conseguia dizer:
- Nossa! Pára com isso!
Derretia-me. Excitava-me bastante. Por ele fui capaz de aguentar muita dor física (ou sexual, entendam-se). 

Apertou-me contra ele.
- Quero levar-te para um sítio, mostrar-te umas coisas. Levar-te ao céu....- sussurrou-me.
E apertou-me contra ele, fazendo-me sentir imediatamente o seu pau bem duro contra o meu traseiro.
E passou-me a língua pelo pescoço.
Mas será que ele alguma vez deixará de me tirar do sério????


quinta-feira, julho 24

MISS B

Quando Miss B surgiu, aqui nesta terra onde não passou Cristo, foi como se tivesse começado uma revolução. Todos tentaram descobrir quem era a rapariga de Paços de Ferreira que tivera a "lata" de escrever um livro daqueles. E muitas suposições se fizeram, muitas conspirações e apostas. E não sabiam sequer.

O segredo sempre foi a alma do negócio. A máscara serviu para criar o mistério que estava a cativar quem me conhecia pelos meus textos. Apenas por ser o objecto mais sensual e misterioso alguma vez conhecido. E mais sensual se torna se, atrás dela, estiver o rosto de uma mulher. 
Já na História, nos bailes, a magia se complementava com os bailes de máscaras, os rostos escondidos, os olhares misteriosos e por desvendar...o mistério sempre encantou é certo.

Mas a verdadeira revolução foi criada quando a máscara "caiu". E em directo. Na tv. Meio mundo descobriu e outro meio mundo esclareceu as dúvidas. Era apenas eu.
A rapariga de quem tanto se falava, a heroína dos homens e algumas mulheres...era apenas eu. Uma rapariga que cresceu num mundinho tão pequeno, tão fechado e que queria apenas revirar tudo. Fama, diziam as pessoas.

Na verdade a fama é sempre passageira, seja para quem for. Ninguém luta apenas por fama sabendo que mais cedo ou mais tarde, por muito que tente, será substituída pela fama de outro alguém e irá parar ao pequeno esquecimento. Ninguém luta só por isso. E só porque sim.
O livro serviu para abanar o sítio onde ela cresceu. Para agitar as mentes e causar discórdia. Para abrir olhos. O livro serviu para ela mesma se divertir com reacções. E divertiu-se tanto com isso que um dia a diversão tornou-se séria. Mas isso, é outra história.

O que importa é que Miss B fez algo por aquela terra que mais ninguém fez: colocou-a no mapa e deu-lhe importância. Pelo menos, durante o tempo que quis que durasse...

terça-feira, julho 22

TOQUE

E tudo começa com um toque. E aquela sensação arrepiante na pele.
Sensação que nos trai quando queremos negar algo.
- Não quero...
E a pele nos trai quando sente aquele toque. Nada consegue ser mais verdadeiro como o nosso corpo. Nenhuma mentira é credível quando o nosso corpo diz o contrário.
- Não sinto...
Um toque faz-nos desconcentrar. E nada mais conta e nada mais conseguimos controlar.
Fazemos e acontecemos mas depois daquele toque, que ansiamos mais do que pensávamos, nada mais parece certo. Nada mais conta.

E desejamos muito mais. Damos connosco a pensar que aquele toque já não basta. Que queremos mais. Um toque mais profundo, mais intenso, um toque que nos tire do sério. Que nos desperte para a realidade. 

"Ele roçou o seu dedo no meu ombro e senti a pele arrepiar-se. Sabia demasiado bem e estava a gostar. Não devia mas estava. Não era correcto desejar o toque de quem mais me magoou. Não era correcto deixar que se aproximasse o suficiente para me tocar sequer. 
Mas eu queria-o. Sempre o quisera desde que me lembro. Desde que o conhecera. Até quando me partira o coração. E ali estava ele a tocar-me. A mostrar-me que, afinal, sempre me quisera. Que me afastara para me proteger mas ele próprio não se conseguira proteger do que sentia por mim..."

Um toque basta. Porque tudo começa com um toque...

segunda-feira, julho 21

O AMOR...

AMOR - "Fogo que arde sem se ver". Uma razão de viver. A mais alegre das tristezas, a mais triste das alegrias. Algo que nos faz andar parvos e com um sorriso idiota no rosto. A comunhão perfeita de duas almas gémeas. 

Pois...claro...

O amor é uma construção cultural.
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É uma convenção social, um manual de procedimentos emocionais, criado por um determinado ambiente social e cultural, que nos diz o que devemos esperar sentir e como nos comportar.

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Pondo de lado os factores físicos, sentimos-nos atraídos por quem nos espelha.

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Começamos a gostar de quem pensa o mesmo que nós, de quem se veste da mesma maneira, de quem tem a mesma postura corporal. Não é por acaso que o Carlos Tê diz “não se ama quem não ouve a mesma canção”

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Todos nós já passámos por situações em que ficamos contentes só pelo facto de descobrirmos que outra pessoa partilha de um gosto connosco. Vermos no outro um espelhamento de atitudes e ideias é uma fonte de segurança para nós. Esta, aliada à atracção, facilmente conduz ao contacto físico, o qual pode ser escalado até ao sexo.

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Se o contacto sexual for regular, ao fim de algum tempo é normal os intervenientes interrogarem-se se amam ou não a outra pessoa.

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O amar é uma forma de legitimar socialmente o facto de agora aquelas duas pessoas passarem muito tempo juntas. É como se dissessem: 
“ – Nós fodemos como coelhos, mas com dignidade, porque nos amamos”

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Há a crença de que para cada um de nós existe uma pessoa certa, uma alma gémea por ai; e que encontraremos essa pessoa, por artes mais ou menos mágicas ou obra e graça do D (de Destino ou Deus, conforme a vossa preferência) sem que tenhamos de fazer grande coisa.

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Normalmente os adeptos desta ideia também acreditam que o Amor é uma coisa que aparece naturalmente (quiçá nas árvores…) geralmente consolidando-se com o tempo.
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Considerando que a população humana é de qualquer coisa como 4 biliões de pessoas (algumas das quais já morreram de fome desde que vocês começaram a ler este post) a probabilidade de encontrar a minha alma gémea é menor da de eu ganhar o Euro milhões. Claro que sempre podemos ir para a China ou para a Índia para aumentar um bocadinho as nossas hipóteses, mas os crentes não o fazem, porque de alguma forma as almas gémeas parece que andam sempre por perto umas as outras. Convenientemente, diria…

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Dizer que se ama alguém é cómodo e fica sempre bem. É essa a resposta emocional que se espera de uma pessoa que esteja frequentemente com outra. Aliás... Essa é a ÚNICA justificação que fomos ensinados a aceitar.

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“ – Eu estou contigo porque te amo” – Isto é uma coisa bonita de se dizer. Qualquer outra justificação, mesmo se absolutamente sincera, é inaceitável.


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Estar com alguém só pelo facto de se gostar de estar, pelo facto de estarmos mesmo e completamente quando estamos; é interpretado como sendo um abuso de confiança, que alguém se está a aproveitar do outro, um logro, no fundo...


sábado, julho 19

DESEJO

Desejo. O que se entranha nas profundezas do nosso ser.  O que é despertado sem mesmo o querer. O mais intenso que há em nós. O que nos faz mover mundos e fundos até o conseguirmos apagar. É como um fogo. Tão intenso que é, muitas das vezes, incontrolável. É como um fogo. Indomável. Intenso. Inominável. Profundo. 
Somos capazes de dizer as coisas mais absurdas para matar o tal desejo. Aquele que parece nos rebentar por dentro. Não ouvimos, não sentimos mais nada e nada mais importa até ele desaparecer. Esquecemos tudo o resto. 

Desejo. O que não podemos controlar pode-nos "matar". Desejamos o inimaginável, o impensável, o impossível, o indesejável. Desejamos só porque sim, porque algo em alguém despertou o adormecido em nós. Porque ao imaginar-mos o que poderemos ter desse alguém é bom demais. É quente demais. E queremos isso. Lutamos por isso. E cometemos os nossos erros, travamos as nossas lutas para o alcançar. 

Desejo...
Desejo o mundo. Meio mundo de gente. Meio mundo de prazer.
Porque é o desejo que, muitas vezes, nos faz viver...e viver bem despertos!!!


sexta-feira, julho 18

MISS B VOLTOU

Na cabeça dele, eu não podia simplesmente desaparecer. No coração dele era impossível sequer alguém como eu abandonar tudo e seguir em frente. Nunca mais me ia ler. Deixaria de imaginar-se como estrela dos meus textos e o herói que me tocava e me salvava da minha própria luxúria. Tornara-se fácil desejar-me mas sem os textos tornara-se difícil conhecer-me ainda mais. 
Na cabeça dele, eu não podia, assim do nada, abandonar o pedestal em que me colocara sem uma despedida. Para ele, eu nunca poderia morrer. Desaparecer. Deveria existir até ao fim dos meus dias. 
E no coração dele, eu não poderia ter mais ninguém a não ser ele. Porque se identificava comigo. Porque achava que só ele me poderia dar o que mais nenhum deu ou daria. Eu só tinha de o conhecer. Ele só teria de me provar que era o tal. Depois disso teria a certeza que me teria por completo. 
Na verdade, não foi ele a única razão mas sim a principal que me fez voltar. Na minha essência e mais forte que nunca.

Miss B voltou....

Quem não me perde de vista

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