terça-feira, maio 17

O MEU MELHOR CONTO...segundo as estatísticas de alguém...

Ainda no tema das postagens do passado:
"Ela achava que o amava. Aliás, estava confiante que o que sentia por ele só podia ser amor e nada mais.
A forma como pensava nele todos os dias, o simples facto de não querer ter mais ninguém...ele estava a mudá-la sem mesmo ela fazer por isso. Inconscientemente, ela sabia que ele desconfiava que ela sentia algo. A forma como o olhava, a forma como ele próprio a olhava...ela bem tentava não ceder e armar-se em difícil falando com ele da forma mais indiferente possível mas quando ficavam sozinhos tudo mudava.

Ele sabia.
Sabia que estava completamente preso a ela. Se era amor ou não ele não podia dar a certeza, mas sentia que só com ela poderia ter paz e felicidade na vida. Ela tinha os seus defeitos, todos os que ele depreciava numa mulher, mas as suas qualidades conseguiam muitas vezes elevar-se a tudo. E ele adorava-a por isso...ele fora sincero com ela e dissera-lhe que queria estabilidade na sua vida. Queria estar com ela e que mais nada importasse. Ela simplesmente dissera que ele não era de confiança.

E agora o destino dos dois dependia dela...da sua resposta. Não foi um pedido de namoro mas sim o que podia vir a ser o começo de tudo.

Aquela semana fora de doidos e ela acabara por se zangar a sério com ele. Ela fora chamada de mimada e ele de irresponsável. A discussão foi feia e ela acabou por sair de lá a chorar. Ele era bruto de mais e acabou por bater com a porta do carro. Porque raio ela era tão complicada? Porque tinha de fazer um drama de tudo?
Mas no final da semana, no dia 23 de Dezembro, o telefone dele tocou.
- Tô? - ele atendeu.
A princípio ouviu-se um estranho silêncio do outro lado, mas depois ele decidiu dar o braço a torcer.
- Desculpa. - limitou-se a sussurrar.
- Meu anjo...- ele disse, soltando um suspiro.
- Acho que está na altura de saberes o que realmente penso. O porquê de tudo. Não lido muito bem com isto.
Pareceu-lhe que ele sorriu.
- Se te faz sentir melhor, eu também não anjo. - disse ele.
Marcou -se um encontro para o dia seguinte. Um encontro onde iriam falar abertamente de tudo, onde ela lhe confessaria tudo.
- Só existe um problema...- alertou ele. - Estava a pensar ir passar a semana antes da passagem de ano a casa dos meus avós. Parto amanhã. Ás 15h.
- Então estarei em tua casa mais cedo...

Durante toda a noite pensara no que lhe iria dizer, no COMO lhe iria dizer. Ele desconfiava? Talvez...mas não tinha noção do quanto era grave. Não ia cometer o mesmo erro e deixar que a felicidade lhe passasse á frente.

14h30m. Ela ainda não chegara. 14h40m. Ela não tinha consideração nenhuma por ele ou por aquilo que ele lhe poderia oferecer...ela sabia que ele partiria ás 15h. Ele podia ficar, podia nem ir, mas em parte isso dependeria dela. No fundo queria estar perto dela essas semanas. Partiria se ela mais uma vez agisse como a insegura e fria que não era. Esperou mais 5m...

Ela ainda hesitava em frente á porta. Saía e confessava e, quem sabe, seria feliz? Ou ficava ali e deixava as coisas correrem sem ele saber? Ele que se esforçasse.
Encontrava-se numa espécie de transe em frente á porta...
Magoaram-na imensas vezes. Não queria que isso voltassea acontecer.
Por momentos veio-lhe á cabeça que nunca mudara tanto por ninguém! O facto de agora ter uma consciência tornara-a diferente, mais madura...15h
- Oh Meu Deus!!!!!!! Estou atrasada. - e saiu para a rua a correr....

Estava uma confusão a 5m da casa dele. Uma multidão concentrada num espaço aberto, como se estivessem a ver algo...foi quando ela se apercebeu que alguém tivera um acidente.
As pessoas gritavame , no meio dessa gritaria, reconheceu a voz da mãe dele.
- O meu menino!!!!
As lágrimas pareciam cegar-lhe os olhos.
Ela só se lembrou de correr ainda mais depressa e meter-se por entre a multidão. E automaticamente, as suas lágrimas soltaram-se...ele estava sem vida. Um corpo inerte no chão, e gotas de sangue. Mas é claro que estava morto...Não conteve o desgosto. Era como se o seu coração também tivesse parado e a sua voz desaparecesse. Sem fala, sem coragem para gritar...

Fora tarde demais. Atrasara-se. Agora ele nunca iria saber o quanto ela o amava. Nunca iria saber que queria ficar com ele e arriscar tudo!

O coração dói? Sim...muitas vezes dói mais que uma ferida exterior.
É possivel morrer de desgosto? Sim...quando achamos que desperdiçamos toda uma vida a fugir do amor.

Mais tarde ela soube o que se passou. Realmente era suposto ele ter partido para casa dos avós á hora marcada, mas ele decidira cometer a maior loucura da sua vida e sair a correr para ir ter com ela e abraçá-la e beijá-la. Dizer que faria qualquer coisa por ela. Ás 15h ele saíra de casa para ir ter com ela, pensando que mais uma vez ela fraquejara...e a 5m da felicidade perdera a vida. Não vira mais nada á frente, nem mesmo o automóvel que não conseguira travar a tempo e lhe ceifara a vida...

Ela nunca se recompôs. Esperara...hesitara...e acabara por perdê-lo para sempre.


Nunca hesites quando achares que estás perante a felicidade...

Ou pode ser tarde demais..."

7 comentários:

El Solittario disse...

com ou sem riscos!?!
;)

Swingers Veronika e Cláudio disse...

Não sei se é teu melhor conto, mas com certeza é inebriante!
E arriscar, sempre!
Beijos, linda!!!

Miss B disse...

Solittario, com riscos a coisa torna-se mais interessante.

Swingers, não sei pk mas sempre gostei de contos k acabassem assim...tragedia

«_FP_» disse...

é um post que me deixa a pensar um pouco....

beijos

Provoca-me disse...

É preciso ter azar. Bolas. Está muito bem escrito. Muitos parabéns.

Miss B disse...

Provoca-me, tu deixas-me babada...obrigado

Provoca-me disse...

Ora tu mereces ser apoiada, e aplaudida pelo que escreves, porque não tens medo, tens coragem, vais em frente, assumes as tuas ideias, e segues. Pelo menos aqui. E porque tens valor. E não é só porque escreves sobre foda. Ora, o que escreves tem valor, e não é escrito à cacetada... Não escreves para inglês ver, e escrita só para punheta.

Quem não me perde de vista

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