quarta-feira, agosto 22

CRÓNICAS DE UMA LIBERTINA (perdida na contagem)

Sou das que acredita piamente que não existem "santas". Umas mais e outras menos mas o certo é que todas as mulheres gostam de se divertir. Engraçado que lembrei-me agora de uma situação a propósito da "santidade" da filha da vizinha que na boca de toda a gente não partia um prato. Não saía de casa, não ia para a noite, não andava com este e com aquele. Aliás, mais do que santa, creio que a miúda devia ser completamente ingénua em relação ao mundo. Tapada de todo. Claro que mais tarde veio-se a descobrir que estava grávida. E ninguém fazia a mínima ideia de quem seria o pai. Isto tudo para resumir a tal frase "e depois a puta sou eu".
Provavelmente as coisas na minha cabeça funcionam de forma diferente ou simplesmente de forma mais directa e agressiva, digam como quiserem, mas continuo a achar que não existe mal nenhum num pouco de libertinice como eu digo. Vivemos o que temos a viver, descobrimos por nós mesmos o que temos a descobrir, aprendemos o que temos de aprender fazendo o que queremos fazer. Grande parte de vocês não vai concordar e vai afirmar que se pode fazer isso com a melhor educação possível e sem fazer metade das coisas. Talvez sim...talvez não. Mas teria tanta piada? Provavelmente chegariam a um certo ponto da vossa vida em que se perguntariam " e se tivesse feito assim..?".
Eu pergunto-me isso de vez em quando. Pergunto-me " e se tivesse sido uma boa menina?" e a resposta é mais que óbvia. Não teria VIVIDO a sério certamente. Não sei se sabem mas grande parte das melhores mulheres e mais respeitáveis e sérias, viveram outrora uma vida bem mais animada do que aquela que imaginam...e agora vivem a sua vida de segurança sabendo que aproveitaram tudo o que quiseram aproveitar.

8 comentários:

Eros disse...

Se nunca tivesse arriscado... se nunca tivesse sido libertino.... nunca teria conhecido o Amor da minha Vida.
Facto! :)

Ricardo Machado disse...

Não sei se sou o primeiro a comentar, mas também não interessa nada. Concordo plenamente contigo. As "santas" são as piores. Foi o que sempre ouvi dizer. Já eu, sou um diabrete diabólico. Costumo dizer que o meu lugar está guardado ao lado de Satanás, que vou diretamente para o inferno, sem passar no purgatório e sem receber 2000 escudos. É assim que quero viver. Livre, sem regras. Não me interessa o que pensam de mim, ou o que dizem de mim. Interessa-me viver da minha felicidade, a fazer o que quero. Ainda bem que vives dessa forma. Aquilo que fazemos, segundo os nosso princípio e valores, faz muita confusão aos outros. Eles não sabem onde está a felicidade, a verdadeira experiência. Para mim, "estás lá". A filha da vizinha é uma mulher igual ás outras. Santa, só para a 2mãezinha" dela que, se calhar, até foi grávida para o casamento, ainda que dissesse o contrário.

Beijos.

Miss Sweet Child disse...

Eu nunca fui santa apesar do meu ar angelical enganar tudo e todos. Não é culpa minha, as pessoas é que nunca me vêem a fazer nada, logo pensam que sou a "filha perfeita" para qualquer pai. É verdade que gosto de ser discreta, mas nunca escondi o meu "lado rebelde".
Os meus pais sabem bem como sou e nunca deixei de viver a minha vida ao máximo por estar preocupada se iria ficar bem ou mal vista pelas pessoas da minha terra.

Miss B disse...

Eros, se nunca tivesse vivido metade da minha vida de forma leviana não me teria tornado a mulher que sou hoje. Nem me teria valorizado como me valorizo agora.

Ricardo, todos gostaríamos de poder viver sem termos de nos preocupara com nada. e mesmo as que parecem santas e não são gostariam de não serem levadas tão seriamente. ninguém gosta de ser mal vista mas também não devem gostar quando as metem num pedestal demasiado alto. sentem que podem desiludir as pessoas.

Sweet child, como disse no comentário anterior, as que parecem santas e não são também podem "sofrer" com isso. eu sempre tentei fazer as coisas de forma discreta mas muitas vezes, por culpa de certas coisas e situações, não conseguia. então deixei de tentar. se era falada de uma forma ou de outra. atenção que não critico as santas. critico as pessoas que as fazem. porque mesmo essas são muitas vezes criticadas.

John Doe disse...

Viveste?... Isso já é passado :) ?

E agora em jeito de provocação... Onde irá a futura Miss B respeitável e séria viver? :) Até eu gostava de ter sido mau rapaz se me deixassem... bem, mas se me deixassem, então já não eramau?!? Fiquei confuso... :)

PAlmeida disse...

Em primeiro lugar a imagem que as outras pessoas tem de nós é completamente diferente daquilo que realmente somos. O retrato que fazemos de outras pessoas é normalmente completamente errado, e por isso acho que apesar de ser inevitável faze-lo, julgar pessoas é absolutamente "criminoso".

Existe um exemplo da na minha vida que retrata um pouco o que dizes.
Quando fui para a faculdade, como é normal muitas criaturas que pela primeira vez sairam de baixo da asa dos pais e tiveram a sua liberdade pela primeira vez. Eram aqueles que exageravam em tudo, faziam tudo sem medida, não se controlavam.

O que origina isso é que demasiada restrição origina compensação da restrição no sentido inverso. As pessoas vivem a maior parte das vezes pelo que os outros dizem, e pelo que os outros pensam no lugar do que por aquilo que realmente pensam e querem fazer. O pior é que esses "outros" que querem agradar (e voltando ao meu paragrafo inicial) não são a grande parte das vezes o que dizem e aparentam ser.

Tem existido alguma evolução em relação a isso mas na generalidade o "Prazer é Pecado".

Já agora, não sei se já abordaste isso mas... Quem foram as pessoas, não incluindo pessoas com quem tiveste algum relacionamento Sexual/Amoroso, que ajudaram a definir te?

Miss B disse...

John Doe, existe sempre espaço para uma Miss B mais recatada. E se não existir eu construo um. Como tu disseste e bem eu vivi mas é passado e como diz um grande homem "quem vive do passado é museu" ou "quem vive pela cabeça dos outros é piolho".

Palmeida, a propósito da tua pergunta eu responderei sob a forma de post. Não me lembro de ter abordado o assunto mas se abordei...repito que mal não faz. Quanto ao resto, sempre achei que o tal prazer é pecado só porque não vem descrito na Bíblia. Aliás, lembro-me daquele livro mediático do Saramago "O evangelho segundo Jesus Cristo" ou algo do género. Quando saiu milhares de críticas saíram com ele porque lá existia o sexo, a procriação, a provocação, a traição. Tudo aquilo de que não se deve falar. Resumindo, tudo o que sempre existiu mas era proibido falar porque sim.
Tens razão quando dizes que ninguém parece o que realmente é. Mas teria assim tanta piada se parecesse? Curioso que tentamos sempre provar aos outros que somos melhor do que pensam e tentamos mostrar o nosso "eu" sem nos apercebermos que o "eu" que estamos a tentar mostrar é o eu influenciado pelos outros.

Provoca-me disse...

Tu não és uma puta, só curtis-te com quem achas-te que devias curtir. E não és tu que estás errada, mas sim as pessoas que não evoluíram. Nem convém para o Estado, para a Igreja e afins.

Quem não me perde de vista

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