segunda-feira, fevereiro 11

A PROPÓSITO DO PASSATEMPO- TEXTO 3 - DK

Tinha chegado então o grande dia, após a angustia da espera enquanto não se sabia quem era o vencedor do passatempo, e enquanto os dias iam passando, o nervosismo e a ansiedade que cresciam dia após dia, tinham então conhecido o seu fim. Neste tão aguardado dia o nervosismo era enorme visível através de uma pequena tremedeira. A alegria de ser um vencedor, com direito a um encontro fazia as mãos tremerem um pouco. Como seria aquela pessoa por detrás de todas aquelas palavras e experiências? Como ela seria fisicamente? Como me iria achar? Eram algumas das muitas perguntas que me assolavam a cabeça.Visto ser uma ocasião deveras especial, era necessário vestir apropriadamente para a ocasião, deixar de lado os jeans, sweatshirt e sapatilhas, dando lugar à camisa, à calça clássica e ao sapatinho. O cabelo por norma seco e rebelde, deu lugar ao cabelo oleado da cera e já mais produzido. A barba por norma cumprida, deu lugar a uma cara completamente lisa.Ora após a tradicional meia hora de arranjo era tempo de fazer a estrada.Quanto mais se aproximava a hora da verdade, mais o nervoso miudinho ia aumentando, de miudinho já só mesmo o nome. O coração parecia que ia saltar fora do peito..Assim sendo a viagem na estrada foi curta, foi apenas até a estação do comboio, de lá seguir-se ia então a derradeira viagem. Relativamente curta que era no comboio, 30 minutos era o tempo previsto. O dia estava bom, uma temperatura amena com uma leve brisa de primavera e pensava eu, "que dia perfeito para um passeio pelo jardim, até o tempo ajuda". Enquanto me aproximava do destino, ao ver paisagens tão lindas, enormes campos de agricultura ou pastos cheios de vacas, ovelhas e até alguns cavalos, com aquele dia solarengo o nervoso começava a desaparecer. O pensamento era aproveitar aquele dia lindo com uma - à partida - excelente companhia e deixar que as coisas fluíssem o mais natural possível.Tinha chegado então o momento. Ao sair do comboio enquanto caminhava na plataforma, rumo ao café da estação, local onde tínhamos combinado ser o rendez-vous, passou num ápice pela mente todo o "sofrimento" pelo qual tinha passado.Num café relativamente cheio de gente, não foi nada difícil encontrar a pessoa com quem me ia encontrar, além de ter pousado na mesa o meu prémio, era a única pessoa cujo olhar simpático iluminava a sala. A forma como me reconheceu e sorriu deu a confiança para que enfrentasse a timidez típica de um primeiro encontro. Aquele sorriso simples mas lindo e puro, as covas que as suas bochechas criavam no sorriso, as curvas da face, tornava-o lindo, a juntar ao brilho que os olhos criam quando sorrimos. Alem de ter sido muito cativante e ter deixado completamente a vontade, foi o derradeiro ice breaker.Decidimos então arrancar, e partir para um espaço melhor, fomos a um café ao pé de um jardim no centro da cidade, um café bastante simples e acolhedor com uns pequenos sofás em vez de cadeiras, lá nos conhecemos um pouco melhor enquanto tomávamos o cafezito.Como o dia estava excelente foi até bastante rápido, mais ainda se pensarmos que o tempo voava. Então decididos a aproveitar o dia, fomos dar um passeio pelo jardim, sempre a dialogar, com uns sorrisos pelo meio, fomos passeando. Após alguns metros, encontramos um banco onde podíamos estar a sombrinha aproveitando a leve brisa que corria. Sentamo-nos e ai sim começamos a conhecer-nos melhor.Falamos de tudo um pouco, desde os gostos de cada um, a forma como vivemos as coisas, algumas das nossas experiências de vida. Após um bom par de horas nesta conversa com mais uns quantos sorrisos pelo meio, a conversa começou a ficar mais íntima, sobre nos, algumas experiências vividas no passado, os amores e desamores de cada um.Claro que pelo meio houve lugar a umas quantas gargalhadas, porém os olhares começaram a ser mais cúmplices, o olhar nos olhos de cada um faz com que nos vamos conhecendo sempre um pouco melhor. As horas passaram a voar, mas como a companhia era excelente e os temas de conversa eram mais que muitos, e nenhum de nós tinha mais nada para fazer, decidiu-se prolongar com um jantar.Logo ali em pleno centro da cidade encontramos um restaurante e la nos dirigimos . O à vontade entre ambos, fez parecer que já nos conhecíamos à anos, as coisas em comum já eram muitas, e ainda havia tanto por descobrir. A conversa fluía de forma natural, cada minuto que passava fazia com que nos descobríssemos ainda mais, apesar daquele ser o primeiro dia, tal era o à vontade de ambos.Após um jantar bem acompanhado por um belo vinho, o ambiente que já era agradável ainda fez com que se tornasse mais descontraído. Após a ceia decidimos voltar ao nosso banco de jardim, a paisagem era excelente e o ambiente extremamente calmo e agradável As horas avançavam a uma velocidade vertiginosa, com o cair da noite já quase não se via ninguém na rua. Já se começava a fazer tarde, e como no dia seguinte era dia de trabalho, decidimos então pôr-nos a caminho. Como ela morava relativamente perto, gentilmente me ofereci para a deixar à porta de sua casa. A tristeza pelo fim de um agradável dia já se fazia notar nos olhos de cada um, caminhávamos cada vez mais lentamente, para que este ultimo momento se prolongasse o mais possível. Chegados a entrada do prédio era notória a tristeza que invadia cada um de nós, o olhar cabisbaixo por uma tarde/noite bem passada já era indisfarçável. A cumplicidade entre ambos era tão grande que nenhum se lembrava que nos tínhamos acabado de conhecer nesse dia. Pronto para a despedida fiquei surpreendido com o convite para subir, para um café rápido. Prontamente aceite, o brilho nos olhos de ambos tinha voltado a velocidade da luz ao quadrado.Assim que subimos notei que a casa dela era exactamente como a sua dona. Simples, arrumada, muito bem decorada com nada de extravagante apenas o essencial. Dirigi -mo-nos á cozinha para ligar a máquina do café, enquanto esperávamos que ficasse quente para servir, aproximei-me para lhe chegar a loiça onde iríamos tomar, aproximei-me mais que o que era suposto, surpreendida pela proximidade não se amedrontou nem tão pouco se afastou, ficamos a olhar nos olhos um bom par de segundos, antes de qualquer comentário passei a mão pelo seu cabelo suavemente, com intuito de o tirar da frente dos olhos, ao mesmo tempo que passava os dedos suavemente pela face. Uma tarde inteira na conversa e naquele momento foram minutos de puro silencio. Entretanto lá tomamos o café, mas aquele silêncio comprometedor tinha tomado conta de nós.Pronto a despedir, não sabia como o fazer, a vontade de sentir os seus lábios era tanta, porém não podia pôr de lado a razão, no entanto, o coração ia vencer a razão e tomei a decisão de ir em frente. Peguei nas suas mãos gentilmente enquanto me preparava para despedir, aquelas mãos suaves, quentes ainda me deram mais vontade de seguir em frente com a decisão tomada, olhei-a nos olhos e mais uma vez as palavras não saíam, pelo pensamento só me passava como seria beijar aqueles lábios, como seria o seu sabor,o seu toque. De uma coisa tinha a certeza, tal era a intensidade naquele olhar aquele beijo não seria menos intenso. Aproximei-me lentamente meti uma mão na sua nuca segurando o cabelo sem tirar os meus olhos dos dela, a medida que ia aproximando lentamente, via os seus olhos cerrar, e aproximou-se correspondendo.No instante em que os lábios se tocaram, senti choques eléctricos em todas as células do meu corpo. O toque dos lábios suave, deu lugar a um beijo mais intenso, de tal forma que a minha mão na sua nuca e outra na curva da sua anca, os corpos colaram-se instantaneamente, no momento em que as nossas línguas se tocaram, todos os choques que senti anteriormente explodiram de uma forma inexplicável. O sabor dos seus lábios, da sua língua, a forma como os corpos se envolveram naquele beijo, para mim fez com que o universo parasse. Naquele momento nada fazia sentido, não tinha explicação para nada do que estava a sentir, limitei-me a deixar-me levar por todos os desejos que o meu corpo sentia. Passaram largos minutos, para que as nossas línguas se desentrelaçassem e que os nossos lábios deixassem de tocar. Nesse momento não mais tiramos o olhar dos olhos um do outro, a medida que nos íamos afastando, todo o brilho tinha dado lugar a uma escuridão enorme de tristeza por tal dia ter chegado ao fim...

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