CRÓNICAS DE UMA LIBERTINA

Hoje decidi mostrar-vos, em palavras bem directas, o porquê de tudo. "Tudo o quê?", perguntam-se. 
A resposta poderia ser tão simples. A verdadeira razão de eu ser devassa. Quente e deliciosamente má. Viciada no pecado carnal que tantos tentam controlar.
Vadia, puta, ordinária, outros tantos nomes pelo meio,
oferecida, dada, fácil e oportunista, rebelde,
insensível...
libertina.
O que é uma libertina? Eu? Sou eu uma libertina, ou melhor, fui eu uma libertina?
Escuso de estar com falsidades. Sim, fui. Sim, talvez seja. Uma puta de uma libertina que não troca a sua vida de divertimento por nada. A felicidade surge de formas diferentes a pessoas diferentes. E nem todas as pessoas querem o que a liberdade lhes dá. Há quem não queira estar sozinho porque acredita que quanto mais tempo conviver com a solidão, mais depressa acaba sozinho. E há quem até queira ficar com ela mas com medo de usar todas as vantagens.
Olhem para mim preocupada! Acabamos todos por morrer um dia e antes disso acabamos todos por acabar infelizes. Ou porque chegamos á conclusão que não aproveitamos as nossas vidas como queríamos, ou porque até aproveitamos mas não com toda a genica. E acabamos por perceber precisamente que isso não aconteceu porque nos envolvemos naquela bolha de ar que é a "sociedade" que nos impões certas regras pouco comuns.
Ora vejamos, se vais virgem para o casamento é porque aquele gajo intitulado de noivo foi o único que te pegou, se não vais já é um crime que cometes e sabe-se lá os cabrões com quem fodeste...na teoria acabam todos por pensar que fodeste com mais do que um...(mentira, só o fazem quando somos vistas com demasiados tipos diferentes) Podes até nem ter trocado um único beijo, mas automaticamente já tem de ter uma relação contigo.
Mas isso pouco importa. Vamos ao que interessa!

Sou uma maluca, admito. Meto-me em aventuras que muitas vezes não peço para ter e em que arranjo solução usando a minha inteligência sexual. "E o que é a inteligência sexual?", já muitos perguntaram, e eu até nem gosto de contar os meus truques mas acho que todas as mulheres que lerem isto devem saber. Sabem quando usam aquele vosso lado atiradiço para darem a volta a alguém? Quando incentivam e provocam para o sexo? Eles ficam idiotas como tudo mas resulta. E muitas vezes não precisamos propriamente de foder. 
O sexo gira o mundo. E que nenhuma besta me venha dizer que não gosta numa de convencer que é puro e casto que eu provo logo o contrário nem que tenha de enfiar a mão ou a boca em algum recanto...
Isso muitas vezes acontece porque na maioria das vezes existe sempre um que fica por baixo e outro que fica por cima e começa assim e acaba assim...e vamos dormir...ou vamos embora...isso cansa. E não digam que não tem nada a ver!
O sexo gira o mundo. Eu adoro sexo e por isso mesmo adoro fazer com que o mundo gire usando a prática mais velha do mundo. No fundo, acabamos todos por ganhar. Eu, que entrei num bar e bebi de graça e o tipo que pagou os copos mas levou uma foda daquelas!!! 

 
Quando alguém me diz que não devemos dizer essas coisas eu desato a rir-me. Não devemos dizer o quê? Só podem estar a gozar comigo! Que bestas são essas que medem cada palavra com medo de chocarem alguém? É por essas mesmas atitudes que realmente o choque surge. 
Habitua-mo-nos desde crianças a medir as atitudes e a dizer e fazer o que convém. Sexo só com a pessoa ideal e, de preferência, a dar em algo mesmo sério chamado casamento. Não sei a diferença que isso possa ter se ao fim e ao cabo e visto do meu ponto de vista, acabamos por ficar sem saber absolutamente nada de sexo simplesmente porque nunca podemos experimentar pessoas diferentes para poder comparar. Porque isso é a base de tudo. Precisamos da opção de escolha, do facto de podermos comparar este ou aquele ou a forma como ele ou ela foderam. Acredito que é uma necessidade básica. Em tudo temos de ter comparação. Escolha. Se só temos uma opção, um caminho, ficamos sem isso. Toda a gente vai ás compras e tem muito por onde escolher até do mesmo produto...um exemplo sem cabimento mas que tem a sua lógica. 
Porque não fazer o mesmo no sexo? Porque todos criticam? 
Jóias, é bem melhor poderes experimentar quem quer que seja e depois tomares a tal decisão e, quem sabe, assentares feliz da vida do que assentares feliz da vida e fazeres isso depois, magoando outras pessoas. 

E tudo começou com uma oportunidade. Uma descoberta. Como começam todas as coisas. 
E se não me tivesse deixado levar decerto as coisas teriam corrido de forma diferente. Ás tantas deveria ter feito o que os meus paizinhos me ensinaram e portar-me bem...isso teria sido perfeito. Por esta altura provavelmente estaria já casada. Se não fosse o facto de ter parado para pensar que portar-me bem nem sempre é o melhor. É extremamente aborrecido,
cansativo, 
sem vida,
morto...sempre igual...
uma monotonia.
Uma puta de uma seca!
Para isso teria ido para um convento (duvido muito que resultasse).
Sempre tentei ser responsável. Até porque nunca tive a atenção masculina que desejava. Sempre fui uma espécie de patinho feio. Na primária, na Preparatória, na Secundária...as minhas colegas eram demasiado bonitas e os rapazes acabaram por ficar embasbacados por elas. Putas convencidas e armadas em púdicas que depois iam para trás do pavilhão brincar aos amassos e provocarem-nos com apalpões e deixando que lhes tocassem nas mamas.
E eu tinha de me contentar em imaginar apenas que me desejavam e ansiavam por apalpar-me também...queriam chupar-me as mamas enquanto me apertavam o traseiro contra eles para me fazerem sentir o pau duro de tanta tesão. E me beijavam com sofreguidão. 
Imaginar nunca fez mal a ninguém e na altura era a única coisa que conseguia. Imaginar enquanto as via passar por mim com aqueles decotes enormes, mesmo algumas delas tendo um par de mamas de merda, e eles a seguirem-nas enquanto apreciavam os traseiros e algo escondido entre as pernas ganhava vida. E ouvia aquelas bocas de gozo, porque não era boa o suficiente. Bonita o suficiente. Puta o suficiente.

Claro que isso mudou quando decidi fazer algo completamente diferente e mudar o meu estilo. De roupas largas que disfarçavam tudo em mim, um dia arrisquei e surgi nas aulas com uns jeans bem apertados e uma simples camisola justa com um decote simpático. O porquê? Sinceramente não sei dizer já que na verdade não me sentia eu. Tudo aquilo que vi no espelho não parecia meu. 
E no dia em que entrei no pátio assim e os meus colegas me viram...algo neles mudou e, pela primeira vez na vida, notei os olhares de admiração.
A primeira vez que te sentes desejada e te apercebes que as coisas se obtêm tão facilmente apenas consolando a vista, é deveras algo realmente difícil de explicar. Um sentimento tão...tão...inesperado! Sim, eu estava habituada a ser olhada mas com gozo. A ser gozada e a rirem-se, a baterem-me o coro apenas para gozarem comigo. 
E eu só desejava nesses dias que um dia eu os excitasse tanto que até lhes doessem os tomates! E a primeira vez que me desejaram, nem sequer fiz nada. Era ainda ingénua...uma puta de uma ingénua de merda e se não fosse assim teria aproveitado todas as oportunidades para foder os tipos mais deliciosos do liceu. Não por ser fácil, mas porque um dia não me viram com olhos de ver, como uma mulher. Uma mulher que os queria. Por serem exageradamente bons como tudo!
Mas era ingénua. E nessa altura ainda não me tinha apercebido de que me estava a tornar uma mulher a sério, com direito a fazer parte das fantasias, e que poderia ter usado desde cedo a sua sensualidade para obter o que quer que fosse. Claro que descobri isso a tempo. Quando precisei de sair sem ninguém me ver, bastou usar o meu decote. Se ele não tirava os olhos dele tinha de o usar a meu favor.
Sim, eu sei que usar o corpo é mau e que, por norma, só a putas o fazem mas, vendo bem a coisa, qual é a mulher que não usa os seus dotes físicos para obter algo? Muitas vezes sem intenção. Se existiu uma que não o fez, quero acreditar que foi simplesmente porque não soube. 
A verdade é que a culpa foi toda minha...mas nem fiz de propósito, juro que não. Levava decote porque até me fazia sentir mais sensual e feminina mas nunca com a intenção de usar as mamas a meu favor. (Mentira!, eu sabia que adoravam as minhas mamas)Mas mesmo assim continuava a perceber muito pouco de sexo e do mundo dos homens. Mas isso tem uma razão de ser: ERA VIRGEM. 

E todos os meus pensamentos impuros eram leves mas surgiam simplesmente pelo sonho de me desejarem...
Puta. Vadia. Devoradora de homens. Libertina.
Na verdade, libertina é a palavra mais "chique" para dizer que alguma é uma puta. Ninguém usa esse nome comigo. Chamam as coisas pelos nomes e uma puta é uma puta, não adianta encontrar palavras mais suaves ou bonitas. Engraçado que para se falar de sexo tentam rondar o assunto com palavras menos obscenas mas quando se trata de apelidar uma rapariga que adora envolver-se com rapazes, aí já ninguém quer algo suave.
Puta é puta.
Pronto, vamos por partes, eu chamo de puta uma mulher que não só fode constantemente como cobra por isso. É uma espécie de emprego, um simples part-time. Eu não cobro. Nunca cobrei nem penso usar o sexo para fazer dinheiro. Sexo não é uma necessidade para mim. 
Então digam lá: puta. Vadia. É o que sou? Ok, não concordo mas tenho de aceitar. 
Fodo por puro desejo carnal. Pura luxúria, divertimento. E não controlo o meu corpo quando a tesão sobe por mim acima e os mamilos ficam duros que mal podem ser tocados. 
Fodo porque quero. Porque a pessoa me excita ao ponto de quando lhe toco só me apetecer matá-lo de sexo. Um dia ainda mato mesmo alguém...
Porque as pessoas têm tanto medo desse tipo de sensações?
Porque é tão difícil explicar a certas pessoas que o desejo carnal é uma coisa boa? Qualquer coisa que se diga vem logo á mente da outra pessoa a tal palavra: puta. Cambada de gente mais besta e sem graça que para tudo o que é bom arranja logo nomes. Deviam adorar as pessoas que o fazem e são felizes. Ao menos essas não morrem parvas e têm sempre algo para ensinar. Ou no mínimo aprender sempre com um sorriso.

A primeira vez que, inocentemente, aproveitei o meu corpo para ter algo não foi muito difícil. Há muito que ele olhava para as minhas mamas numa espécie de bébé babado a olhar para o decote como quem olha esfomeado para um prato de comida...e enquanto ia pedindo ele ia dizendo que sim e tal mas na verdade não prestava atenção nenhuma. Na sua cabeça oca só surgia a imagem daquelas mamas e sabe-se lá o que ele estava a imaginar mais. Na altura era um pouco besta e ingénua mas não completamente cega e ele era pouco discreto. 
Ele disse que me daria o que queria mas isso depois de suavemente ter passado a ponta dos dedos pelo decote e ter sentido o tamanho delas. Sim, na altura tinha um par bem apetitoso! Isso faz de mim ingénua? Não. Puta? Talvez, depende do ponto de vista, mas independentemente de ter sido ingénua ou não, consegui o que queria  e percebi com o tempo que poderia ter tudo sem ter de fazer muito.
Cada mulher faz o que pode, muitas  o que for preciso mas só algumas têm a capacidade de fazerem  o mínimo e ter o máximo. Fazerem o que querem. 
Eu pertenço ás do segundo grupo e podia perfeitamente pertencer ao terceiro mas sou demasiado ambiciosa para me manter por aí. Só fazer o que quero não chega, muitas vezes temos de ceder para ganharmos. Entendem onde quero chegar?
É verdade que muitas vezes tirei proveito do desejo de muitos para obter o que queria...já vos expliquei que cresci patinho feio. E como todos os que são vistos como patos, assim que são admirados e vangloriados como cisnes, tentam recuperar o tempo. E foi isso que fiz. Claro que acabei por, muitas vezes (demasiadas) , acabei por meter-me em sérios sarilhos ou dar a entender coisas completamente erradas. Um exemplo: a minha virgindade. É curiosa esta história mas quem já a ouviu, sabe como começa: "perdi a virgindade ao engano". Sim, supostamente para ele eu não o era precisamente pela minha descontracção a falar do tema sexo. Pensava que eu percebia da coisa, estava mais que ensinada. E eu, perdi-a apenas por uma razão, a tal que faz com que muitas a percam: o amor.

Sim, o cabrão do amor que nos faz fazer coisas impensáveis. Eu e a puta da mania de usar a palavra NUNCA. Nunca perderia a virgindade sem casar porque diziam que doía e a doer para chorar que fosse com alguém de confiança. O marido talvez. 
O cabrão do amor que nos corrompe. Que nos estraga. É bom sentir, é bom retribuir mas é uma merda muitas vezes quando percebemos que andamos cegos em certos pontos. 

Ele sabia que gostava dele ou de outro modo nunca se teria aproximado de mim para me tocar...sabia que sentia algo. Tinha a mania que era esperto então. E roçava-se em mim na aula, apalpava-me o traseiro e tocava-me ao de leve nas mamas por cima da camisola (muitas vezes metia a mão por baixo) e sabia que conseguiria fazer de mim o que quisesse. Não porque o desejava mas porque possivelmente o amava e nem ligava ás suas intenções, contando que o tivesse por perto. A excitar-me de caralho! Aquele tipo não tinha noção do que me estava a fazer nem noção daquilo em que me ia tornar. Mas isso...eles nunca sabem não é? Imaginam sempre que as coisas serão como eles querem e haverá uma espécie de ligação tão forte que não haverá esquecimento ou separação possível da nossa parte. Ligação pode existir, afinal tiram-nos algo importante, agora...separação...meu Deus! quando ficas experiente em algo ou quando abres os olhos para o mundo só queres é aproveitar isso. Sim, ele ensinou-me algo. Não, não o esqueci, mas a separação era mais do que previsível! Se ele não me queria para o mesmo que eu porquê ficar estacada á espera? Sim, foi importante. Mas como em tudo na vida, deve-se seguir em frente. E ele abriu as portas para o sexo...roubando algo que eu tanto medo tinha de dar. E uma vez o medo perdido poderia fazer tudo o que eu quisesse em relação a isso.
Podia perfeitamente continuar com a minha vida normalmente como todas a gente que conheço. Mas não!  Tinha de querer mais! Tinha de me armar em heroína e querer descobrir tudo o resto...eu e a puta da mania de querer estar sempre um passo á frente das outras pessoas. Eu e a minha mania de querer saber tudo. Houve alguém que disse que a ignorância é uma bênção mas em relação ao tema sexo, quanto mais soubermos melhor. Digo eu...

A primeira vez que fiz um broche, não correu como ele queria ou mesmo como eu queria. Se bem que eu nem sabia como queria visto nessa matéria ser um zero. A primeira vez não podemos esperar muito das coisas. E ele esperava obter o máximo de prazer da minha boca, o que não aconteceu porque o meu medo e pouco á vontade tornaram aquele broche uma coisa muito pouco sexual. Ainda eu não sabia os milagres que poderia fazer com a minha boca. Mas como ninguém nasce ensinado e tudo requer um bom professor, ele não se importou de ser o meu cobaia e ajudar-me a aperfeiçoar a arte do bom sexo oral, como muitos lhe chamam...E assim que o aperfeiçoei, ele não mais me quis largar e se antes tinha uma razão para se manter perto, ser meu mestre, em breve sentiu-se obcecado pela minha boca. 
Mas para não falhar com estes pormenorizados relatos, vou contar-vos  como foi o meu primeiro broche. Fraco mas que, com o tempo, foi-se tornando a minha especialidade...
Pénis, mastro, pau, cacete, membro...mil e um nomes que se pode chamar a um pedaço de carne tão gostoso e potente. Potência é relativa e tamanho nem sempre importa. Bem, na verdade não me vejo a foder com um tipo que tenha um pau pequeno assim como acho extremamente absurdo um tipo foder-me com um pau extremamente grande. Sim gosto do meio termo. Mas sou muito mais exigente no desempenho.

Tinha um primo (na verdade não sabíamos do nosso grau de parentesco) que era exactamente assim. Não lhe consegui resistir assim que ele me surgiu na frente com aquele sorriso inocente de quem não parte um prato mas na cama parte a loiça toda. Era simplesmente lindo. E tão prestável. Engraçado que só nos encontrávamos ao fim de semana quando eu fazia uma visita á minha avó. Acabava por dormir lá e aproveitava e tentava seduzir o vizinho. Claro que quando o vi esqueci o raio do vizinho e dei-lhe toda a minha atenção. Uma pessoa daquelas merecia a minha atenção e a de toda a gente. 
Quem diria que éramos da mesma família. E ás vezes penso que se tivesse descoberto antes de me envolver com ele, se teria sido diferente. É assim um pecado tão grande dois primos envolverem-se? Não existem primos que se casam? 

Um dia a minha avó precisou de fazer compras e perguntou se queria ir. Ele estava lá ou seja, se eu fosse ele ia para casa. Claro que recusei-me a ir e no meio da conversa ele acabou por não se importar de me fazer companhia. O que eu queria claro. No fundo a conversa dele atraía-me, era inteligente e conseguíamos estar horas a fio a falar. Na minha opinião, se não tens uma boa conversa que te seduza a mente, não consegues que te seduzam o corpo...a tal teoria do coro também serve. 
Roubei-lhe um beijo nessa tarde. A aproximação entre nós era mais que óbvia e antes da minha avó ter regressado já eu lhe tinha saboreado aqueles lábios doces. E como beijava bem aquele tipo! 
Ficou aquela tensão por segundos e sem saber o que dizermos eu limitei-me a elogiá-lo:
- És amoroso!
Ele corou.  Coitado como era mesmo querido. Corar por um elogio tão simples e banal.
- Sou normal. - limitou-se a dizer.
- És um normal amoroso...
Entretanto chegou a avózinha e ficou por ali. Ele foi para casa corado. Nunca trocamos números mas não foi necessário porque no fim de semana seguinte ele voltou a ir lá...
Curioso que cada vez que o via ele parecia mais tímido mas, em contrapartida, muito mais bonito e interessante. A timidez que parecia ter aumentado poderia simplesmente dever-se ao beijo trocado. Ou, pior ainda, ao facto de ele começar a aperceber-se que a atracção era cada vez maior. É como que estranho para um homem aperceber-se que é completamente "apanhado" por uma mulher. Pelo menos da forma que nós estávamos. Existia a tal química e confesso que por mim teria passado á parte física num ápice! Mas infelizmente para mim, o sexo nunca depende só do desejo de uma pessoa. E o á vontade que eu parecia ter a mais, ele não tinha de todo...E é nestas situações que eu fico a pensar "mas porque raio não basta um desejar? o sexo tem de ser assim tão difícil?". Mas é justo. Afinal, sem vontade dos dois o sexo não fica tão gostoso. 

A verdade é que dele só arranquei beijos tímidos e molhados. E com o tempo, tornavam-se mais quentes...as nossas línguas começaram a explorar-se á medida que ele se sentia menos tímido. As suas mãos deixaram de permanecer quietas e atreveram-se a apalpar-me sem medo por dentro do meu top. Mãos suaves e frias, um frio arrepiante mas que me excitava ainda mais. Como eu desejava levá-lo para a cama...meu Deus!!! Claro que uns dias depois, no meio de uma conversa eu descobri a verdade. Bem a tempo! E entretanto nunca mais o vi. Mas nos meus sonhos conseguia senti-lo tímido e bem duro dentro de mim. A foder-me com suavidade, como que a aprender a ter-me. O seu pau a entrar e sair com cuidado, a fazer-me delirar...Nos meus sonhos com ele, vinha-me com frequência e repetia...sempre que o via. Onde quer que fosse. 
Com o tempo deixei de aparecer a casa da minha avó e acabei por esquecer. Na verdade...não de todo claro. Afinal as coisas boas nunca devem ser esquecidas certo? Quer as tenhamos ou não.
A teoria de que uma mulher não deve ter muitos amigos do sexo masculino é a maior besteira que conheço. Uma mulher envolver-se com um homem que acaba de conhecer é mais do que natural. Satisfazerem-se é normal. Sexo por sexo é natural. E se isso fosse mau Deus não teria criado Adão e Eva, homem e mulher. E eles não teriam procriado. 
O que muita gente chama de libertinagem, eu chamo de "processo de selecção". É bom termos comparação. É bom provar de tudo. É bom foder hoje um amigo que nos dá uma tesão descomunal e amanhã um tipo que nos está a picar numa festa. E que ninguém critique isso porque posso sempre citar aquela frase besta que insinua que até encontrarem a pessoa certa fodam com a errada. 
E sempre que fodia com a errada via uma nova oportunidade á vista. Nova experiência. O que não sabia antes, aprendia a fazer depois. E isso faz-me logo lembrar do meu primeiro broche. Na verdade quem me explicou a arte do bom broche foi um amigo. E foi preciso enfiar a boca várias vezes a medo e insegurança para sair bem. Acredito que hoje perdi o jeito apesar de dizerem que são coisas que nunca se esquecem, talvez a falta de prática influencie muita coisa. Damos importância a novas posições e formas de saltar em cima de alguém e esquecemos o que nos tornava únicas. E minhas meninas, um bom broche é a chave de tudo! 
Lembro-me de ter enfiado aquele pau enorme, do melhor com certeza, e com insegurança tentar engolir até não dar mais. E lembro-me de querer acelerar para lhe dar prazer, sem me aperceber que tudo tem de se fazer com calma no início. Se teve prazer ou não com aquela primeira vez não sei, mas que também não desandou dali ai isso meus amigos...para ele estava a ser divertido. Para mim pura curiosidade. Agarrou-me na cabeça e dizia muitas vezes:
- Usa a língua. Lambe em vez de chupar.
E eu lá lambia a medo. Medo que não estivesse bem. Medo esse que desaparecia quando ele dizia.
- Isso...estás a aprender. Vais ser mestre nisso.
Parece que fui. Não existiu um pau que não fizesse questão de chupar quando me agradava. E dedicava-me sempre a pensar nele. Lambia com gosto, chupava com sofreguidão. E de vez em quando improvisava e dava pequenas mordidas e chupava a ponta só. Ficam doidos os homens com isso! E se a isso juntarem uma lambidela nas bolas...ui ui...vocês sabem do que falo não sabem?
O que leva uma menina calma a ser desordeira? Dar cabo da loiça toda? 
Conhecem a história do patinho feio? Para quem ninguém olhava, ninguém queria porque era feio, talvez mais tímido que os outros. O pato que se descobriu mais tarde ser um cisne lindo? Bem, comigo foi algo do género. Claro que tudo começa quando se perde a timidez e se arrisca a fazer algo diferente. Cresci, mudei forma de vestir e tentei ser mais desinibida. Rapazes que antes nem olhavam para mim, passaram a desejar-me. Não porque me tornei demasiado bonita (bonita é coisa que não acho que seja), mas porque a confiança e sex-appeal conta demasiado. E talvez o pormenor importante de usar roupa justa para evidenciar certas partes do corpo. Roupas essas que antes sentia uma certa vergonha em usar. Era como se me sentisse nua. 
Ainda me lembro do primeiro comentário que recebi de um ex-colega de turma quando me viu a passar na rua com curvas evidenciadas.
- Cruzes como tás boa!
Incrível como a pessoa que antes me via como alguém básico e sem graça, passara a ver-me como uma mulher desejável. 
Sou das que acredita piamente que não existem "santas". Umas mais e outras menos mas o certo é que todas as mulheres gostam de se divertir. Engraçado que lembrei-me agora de uma situação a propósito da "santidade" da filha da vizinha que na boca de toda a gente não partia um prato. Não saía de casa, não ia para a noite, não andava com este e com aquele. Aliás, mais do que santa, creio que a miúda devia ser completamente ingénua em relação ao mundo. Tapada de todo. Claro que mais tarde veio-se a descobrir que estava grávida. E ninguém fazia a mínima ideia de quem seria o pai. Isto tudo para resumir a tal frase "e depois a puta sou eu".
Provavelmente as coisas na minha cabeça funcionam de forma diferente ou simplesmente de forma mais directa e agressiva, digam como quiserem, mas continuo a achar que não existe mal nenhum num pouco de libertinice como eu digo. Vivemos o que temos a viver, descobrimos por nós mesmos o que temos a descobrir, aprendemos o que temos de aprender fazendo o que queremos fazer. Grande parte de vocês não vai concordar e vai afirmar que se pode fazer isso com a melhor educação possível e sem fazer metade das coisas. Talvez sim...talvez não. Mas teria tanta piada? Provavelmente chegariam a um certo ponto da vossa vida em que se perguntariam " e se tivesse feito assim..?".
Eu pergunto-me isso de vez em quando. Pergunto-me " e se tivesse sido uma boa menina?" e a resposta é mais que óbvia. Não teria VIVIDO a sério certamente. Não sei se sabem mas grande parte das melhores mulheres e mais respeitáveis e sérias, viveram outrora uma vida bem mais animada do que aquela que imaginam...e agora vivem a sua vida de segurança sabendo que aproveitaram tudo o que quiseram aproveitar.
"O sexo nunca será tão bom como deveria ser enquanto não existir á-vontade e confiança nos movimentos e corpos do parceiro" porque acredito que é tudo uma questão de confiança e á-vontade. Sempre foi, sempre será, não só no amor mas no que o envolve. Não troco a cumplicidade por nada!
Nem sei porque temem, se retraem porque quando pensam no sexo, quando o querem fazer, deveriam deixar o corpo levar-se, as vontades. Se tanto querem...porque não usufruem dele devidamente? Porque retraem? Nojento? Não. Grotesco? Nem pensar. É a necessidade mais básica e primária do animal. Seja ele racional ou não..

Adoro o cheiro a sexo. A fragrância forte e "estranha" que os corpos soltam motivados pelo prazer. 
O odor que deveria ser o mais exótico do mundo. O mais erótico para mim. E uma vez entranhado em mim, não mais consigo parar e tudo em mim reacende. O esperado odor inicial, o forte cheiro emanado dos corpos a meio do acto. A fragrância profunda que invade todo o espaço depois. 
Sim para uns é horrível mas não deveria, é o cheiro natural do nosso corpo quando as nossas hormonas falam por nós. É nosso e sai dos movimentos mais satisfatórios e que mais prazer nos dão. O odor é a prova viva da satisfação. 
Adoro o cheiro do sexo. O cheiro que sai quando ele me penetra, quando eu movo as minhas ancas para o sentir todo. O cheiro que se solta quando ele se vem na minha barriga, nos meus seios...
Não é inebriante? O sexo é tão fascinante com os seus odores...

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